COMO A OBMEP MUDOU MINHA VIDA #2 – Arthur Mota

O nosso convidado de hoje para a segunda parte da nossa série de depoimentos de “Como a OBMEP mudou minha vida” é o Arthur Mota! Se você ainda não viu a primeira parte, veja a do  Leonardo Lima e depois volta aqui 😉
O Arthur, assim como o Leonardo, falou um pouco de como era sua vida antes e depois da OBMEP, dá uma olhadinha:

Meu nome é Arthur, sou de Patos de Minas, Minas Gerais. Tenho 14 anos de idade, atualmente cursando o nono ano do Ensino Fundamental em uma escola pública.

Até meados de 2014 a Matemática era, para mim, apenas mais uma matéria, na qual eu me destacava mais. Achava que isso fosse normal, até que percebi que grande parte dos meus colegas tinha muita dificuldade. Eu não conseguia entender, pois não estudava em casa e tirava notas altíssimas nas avaliações.

Conheci a OBMEP uma semana antes das provas do segundo bimestre de 2014, no sexto ano. Me lembro que alguns colegas e eu imaginávamos não uma “simples” provinha, mas uma plateia assistindo a um juiz fazer perguntas difíceis aos alunos. Não dei tanta importância, estava mais preocupado com o conteúdo de História. Confesso que, quando finalmente chegou o dia, fiquei ansioso devido à perspectiva de ser cassoado pela escola inteira ao não saber responder aos desafios. Esta ansiedade se amenizou no final do recreio, pois descobri o verdadeiro formato da Olimpíada.

Silêncio na sala. O professor explicava as regras. Peguei a prova, com sua textura lisa de papel e coloração levemente amarelada. Mal sabia o que aquilo guardava. As primeiras questões foram incrivelmente simples. As últimas nem cheguei a saber: fiquei preso na metade. Meu cérebro pegava fogo, mas a vontade de resolver era maior. Acabou o tempo.

Alguns dias depois o resultado foi pregado em uma folha no mural. A maior parte dos meus amigos tirou nove, eu fiquei com oito. A maior nota da escola foi treze, de alguém do nível 3. Fiquei contente: havia sido classificado para a segunda fase. Apesar disso, não tive interesse suficiente para ficar empolgado até alguns dias antes, quando a supervisora da escola passou um documentário para nós. Infelizmente já era tarde, mas consegui uma menção honrosa. “Ano que vem meu nome estará na lista das medalhas”, pensei. E esteve: prata, depois bronze.

Sem dúvida alguma, o que me ajudou a obter tais conquistas foram programas virtuais, como o PIC, POTI, Portal da Matemática; documentários e outros vídeos e textos de incentivo e, em dezembro, poderei complementar a lista com o nome “Obmepeiros”. Sou muito grato a tudo isso, afinal minha vida mudou por completo desde a menção. Agora eu penso muito mais racionalmente, tenho novos amigos e consigo aproveitar minhas habilidades (matemática, programação, etc.) para facilitar o dia a dia (ou pelo menos tentar).

Tente não estudar se obrigando, sem vontade, pensando em outra coisa. Sei que falar “Nossa, que vontade de resolver os últimos exercícios do banco de questões!” é tão difícil quanto ler a versão original (só que em português) de Dom Quixote e achar super fácil, mas existem métodos que amenizam a chatice. Procure buscar as aplicações de um conteúdo novo no dia a dia, seja enxergando por conta própria ou por meio de exercícios. Assista aos vídeos que te deixam animado. Discuta com amigos, se não tiver algum que goste disso, encontre! Como diria um antigo professor meu: tudo é uma questão de adaptação. Bons estudos!

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