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Seis estudantes brasileiros vão representar o país num campeonato internacional de matemática. E para isso acontecer, eles tiveram a ajuda de gente que nem conheciam.

Seis amigos e muitas vitórias para contar.

Quantas medalhas tem ao todo?
Mais de cem.

E todas conquistadas de cabeça, quer dizer, com a cabeça.Tem de matemática, astronomia, física, robótica, química.

Juan de Araújo, Felipe Chen Wu, Rodrigo Ribeiro, Mark Helman, João Pedro Carvalho e Antônio Luís Azevedo. Eles têm entre 15 e 17 anos, são alunos do ensino médio e não fogem de desafio.

“A minha primeira olimpíada, eu tinha 10 anos. Foi a OBA, que é a Olimpíada Brasileira de Astronomia, que um dia qual na escola um professor meu de física entrou na sala e perguntou quem queria fazer”, disse Mark Helman, de 17 anos.

Legal mesmo é a paixão incontrolável que eles têm pela matemática.

“A matemática é muito mais que a gente faz pelo prazer e pela vontade do conhecimento e tal do que porque alguém botou a prova lá para a gente tirar notas boas” afirma Rodrigo Ribeiro, de 16 anos.

Mas logo matemática, de que tanta gente tem medo?

“Dá para entender a antipatia popular pela matemática. Na escola é chato. É chato sim. Mas a matemática é muito além do que a gente aprende em sala de aula na escola convencional e vale a pena ser estudada”, explica Juan de Araújo, de 16 anos.

Os garotos foram se encontrando em olimpíadas e ficaram amigos. Agora eles estudam juntos para conquistar uma vitória ainda maior. Antônio inscreveu o grupo para participar de um campeonato de matemática organizado por duas das mais importantes universidades do planeta: Harvard e MIT nos Estados Unidos em fevereiro.

Depois da inscrição na internet, é claro que ficou a expectativa. Será que vai dar certo? Muita ansiedade. Mas aí, mais ou menos uma semana depois chegou a resposta. E os cadastros foram aprovados para participar da maratona de Boston.

Como ficou o coração na hora que vocês receberam a resposta?

“A gente ficou supercontente”.

Pois é e com razão. Só que aí, depois dessa resposta positiva, surgiu um pequeno probleminha: dinheiro para essa galera toda viajar para os EUA numa época em que o dólar está supercaro.

Alguém aí chegou a fazer uma cotação?

“A gente fez os cálculos e deu mais ou menos uns R$ 40 mil”.

É muito dinheiro. Mas aí os garotos inteligentes resolveram fazer uma vaquinha na internet. E funcionou?

“Funcionou”.

Ô, se funcionou. Olha o saldo: mais de R$ 45 mil em três meses de campanha. Agora é só fazer as malas.

“A gente se esforça muito para tentar fazer valer a pena o sacrifício dessas pessoas porque é impressionante as pessoas abrirem mão de seu dinheiro para tentar ajudar a gente. Então a gente tenta de todas as formas trazer este retorno para elas e para o Brasil de forma geral”, disse Rodrigo.

E por falar em esforço, dos seis amigos, dois estudam em escola pública.
Os outros estudam em escolas particulares com bolsa.

“Há dois anos atrás acho que ninguém aqui imaginava que ia estar indo para Boston com doação das pessoas, com a bandeira do Brasil na mão. Então é sempre algo que a gente julga impossível, mas através de esforço e de dedicação, de apoio dos que nos cercam, está alcançando”, afirmou Juan.

 

Fonte: Jornal Nacional

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